Magnano inaugura, com sotaque argentino, uma nova Era na seleção .

“Vamos, muchachos”, gritou Rubén após sua primeira conversa em quadra com os jogadores. Todos se levantaram e, em uma corrente, usaram uma nova palavra de ordem: “Brasil”, com um leve sotaque hermano ao fundo. Começava ali o treino inaugural da “Era Magnano” na seleção brasileira masculina de basquete, acompanhado com exclusividade pelo GLOBOESPORTE.COM, na noite desta sexta-feira, na quadra do Palmeiras, em São Paulo.
Magnano chegou ao clube alviverde calado. Enquanto os atletas, convocados para o Sul-Americano, de 26 a 31 de julho, na cidade de Neiva, na Colômbia, distribuíam autógrafos para as crianças presentes ao ginásio, o treinador argentino, campeão olímpico com a seleção de seu país, assistia ao jogo entre cadetes e juvenis alviverdes. Às vezes, apontava para um ou outro jovem em quadra e fazia comentários com os membros de sua comissão técnica.
Era a vez, então, de os profissionais entrarem em quadra. Um rápido aquecimento, observado de longe pelo treinador. Depois de cerca de dez minutos, Magnano reuniu todos no centro da quadra para a primeira conversa. O primeiro pedido foi para que todos seus comandados sempre prestassem atenção enquanto ele falasse, fazendo valer a fama de disciplinador. O segundo deixou claro a mentalidade que o técnico pretende implantar na seleção: agressividade, principalmente na parte defensiva.
- Seguramente é algo que a equipe vai ter sempre. Isso vai nos permitir estar perto dos nossos objetivos - disse o simpático Magnano.
Depois da reunião, os jogadores iniciaram novos exercícios físicos, e Magnano novamente se afastou. Ficou na lateral da quadra, observando e conversando com um de seus auxiliares, Neto, também treinador do Palmeiras.
O técnico, então, assumiu o comando mais uma vez. Reuniu todos ao redor de um quadro branco, com instruções de jogadas ensaiadas. Dividiu os 20 atletas em três grupos, e passou a apresentar em quadra o que estava desenhado. Começava ali o show de Magnano.
Com o sotaque puxado, mas compreensível, o treinador gesticulava e mostrava exatamente qual deveria ser a atitude de cada jogador. Cobrava todos os detalhes e não poupava as correções. Interrompia a prática a todo o instante, até que fizessem à sua maneira. Quando gostava, aplaudia e incentivava. Quando não, mandava parar com uma série de beijinhos, que virou motivo de graça para os jovens que estavam na arquibancada. Em certo momento, Magnano não gostou das brincadeiras. Parou o treino, se virou para os meninos e esperou até que a calma voltasse.
Depois de cerca de 40 minutos de treino, a reportagem precisou sair do ginásio para que o treino, que, a princípio seria fechado, continuasse. De fora, dava para ver que Magnano mantinha o estilo do treino, e forçava situações de ataque contra defesa, explorando a marcação individual.
Foi muito legal. Estou contente. Acho que eles responderam bem"MagnanoDepois de uma rápida conversa no meio da quadra, por volta das 22h, o treino era encerrado. Na saída, o treinador argentino se dizia satisfeito. Magnano acredita que teve uma boa resposta dos jogadores brasileiros.
- Foi muito legal. Estou contente. Acho que eles responderam bem. Se o jogador conhece os motivos da jogada, o porquê de ele ter que fazer, ele responde em quadra. Sempre digo aos meus jogadores que temos de jogar sempre a cada bola.
Neste sábado, Magnano reúne os jogadores novamente pela manhã, desta vez no clube Pinheiros. Lá, os atletas vão realizar exames e alguns testes físicos. À noite está programado um novo treino, no mesmo local. A seleção continua sua preparação em São Paulo até a próxima semana.
A equipe que está com Magnano para os primeiros treinamentos ainda não conta com os grandes astros brasileiros. Estes foram chamados apenas para o Mundial da Turquia, em agosto e deverão se apresentar à seleção no dia 9 de julho.

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