Julgamento do NBB é adiado
Flamengo evita suspensão a seis jogadores para jogo decisivo, que será realizado em campo neutro
Apesar de toda a apreensão, o Flamengo pôde respirar aliviado na noite desta sexta-feira, dia 4 de junho. O clube conseguiu adiar o julgamento referente à terceira partida das finais do Novo Basquete Brasil, a princípio marcado para às 19h de hoje. Com isso, seus seis jogadores denunciados estão liberados para atuar no último e decisivo confronto, domingo, dia 6.
Mesmo com o adiamento, o ginásio Nilson Nelson, do Universo/Brasília, segue interditado, e a disputa do último jogo da série será em campo neutro, em Anápolis/GO. Com o adiamento, os rubro-negros Hélio, Dedé, Wagner, Duda, Vitor e Jefferson estão liberados para o último jogo. A decisão se deu por unanimidade de votos dos auditores da Comissão da Liga Nacional de Basquete, e o novo julgamento ainda não tem data para acontecer.
O Rubro-negro alegou que sua defesa estava prejudicada, já que não teve tempo hábil para formulá-la, e que os jogadores, que já viajaram para a disputa da partida, não poderiam comparecer para depor e esclarecer os fatos. As denúncias se deram pela confusão entre atletas e torcedores no terceiro jogo da série de cinco partidas, que está empatada em 2 a 2.
Carlos Portinho, advogado contratado pelo Flamengo para o julgamento em São Paulo, saiu satisfeito com a decisão. “O adiamento foi o mais justo neste caso. O Flamengo tem seis jogadores denunciados e trazê-los ao julgamento prejudicaria o clube na melhor das hipóteses. Com muita testemunhas para ouvir, esse julgamento acabaria tarde nesta sexta e os atletas, caso absolvidos, viajariam sábado para chegarem tarde a Anápolis, poucas horas antes do jogo que acontece no domingo. Voltaremos para o julgamento em outra data, para que o caso seja julgado da melhor forma”.
O advogado Bruno Minioli, do Brasília, também gostou do adiamento do processo. “O adiamento para nós foi favorável, porque a gente vai conseguir ter mais acesso ao processo. E também será importante para que se tire o calor do caso. O melhor é deixar a poeira baixar para que possamos analisar sem emoções. Com certeza a comissão vai poder decidir o caso com a razão”.
Entenda o caso:
No último domingo, dia 30 de maio, no terceiro duelo entre Flamengo e Brasília, após o apito final, a torcida brasiliense invadiu a quadra para comemorar com os seus jogadores. No entanto, alguns membros da torcida tomaram atitudes violentas e discutiram com jogadores do Rubro-negro, chegando a acertar uma latinha de cerveja na cabeça do pivô Wagner. Além do jogador, um torcedor do Brasília também pôde ser visto machucado. A Procuradoria do STJD do basquete, em parceria com a da liga, fizeram a denúncia com base no relato do árbitro e através de imagens.
Os jogadores do Flamengo foram denunciados por atitude antidesportiva – artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) –, a exceção de Jefferson, que responderá por agressão física – artigo 254-A. Hélio, Dedé, Wagner também foram enquadrados por agressão, além da atitude antidesportiva. O artigo 258 prevê a suspensão de uma a seis partidas, enquanto que a agressão a torcedores pode suspender os flamenguistas em até 12 jogos. Como não cumpriram a suspensão automática, pois não foram expulsos, a pena mínima já o tiram do jogo 5.
O Universo/Brasília tem a situação mais complexa. O clube, que já teve o ginásio Nilson Nelson interditado pelo STJD, agora pode pegar uma multa pesada. O time brasiliense responderá por descumprimento de regulamento e pela não prevenção de desordem. A Procuradoria denunciou o Brasília por não ter o número adequado de policiais no ginásio, de acordo com o regulamento, pelo ginásio não ter apresentado infraestrutura e segurança necessárias para o evento, além de incluir a invasão dos torcedores e o fato de objetos terem sido atirados por eles.
O clube responderá aos seguintes artigos: o inciso III do artigo 191 (deixar de cumprir de regulamento, geral ou especial, de competição), 211 (deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infra-estrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização) e incisos I, II e III do 213 (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto, invasão do local da disputa do evento desportivo e lançamento de objetos no local da disputa do evento desportivo).
Somadas todas as penas máximas, o clube pode ser multado em até R$ 500 mil e ainda perder mandos de quadra, uma vez que os procuradores utilizaram o parágrafo primeiro do artigo 213, que prevê esta punição em caso de elevada gravidade.
Fontes de dados STJD
Apesar de toda a apreensão, o Flamengo pôde respirar aliviado na noite desta sexta-feira, dia 4 de junho. O clube conseguiu adiar o julgamento referente à terceira partida das finais do Novo Basquete Brasil, a princípio marcado para às 19h de hoje. Com isso, seus seis jogadores denunciados estão liberados para atuar no último e decisivo confronto, domingo, dia 6.
Mesmo com o adiamento, o ginásio Nilson Nelson, do Universo/Brasília, segue interditado, e a disputa do último jogo da série será em campo neutro, em Anápolis/GO. Com o adiamento, os rubro-negros Hélio, Dedé, Wagner, Duda, Vitor e Jefferson estão liberados para o último jogo. A decisão se deu por unanimidade de votos dos auditores da Comissão da Liga Nacional de Basquete, e o novo julgamento ainda não tem data para acontecer.
O Rubro-negro alegou que sua defesa estava prejudicada, já que não teve tempo hábil para formulá-la, e que os jogadores, que já viajaram para a disputa da partida, não poderiam comparecer para depor e esclarecer os fatos. As denúncias se deram pela confusão entre atletas e torcedores no terceiro jogo da série de cinco partidas, que está empatada em 2 a 2.
Carlos Portinho, advogado contratado pelo Flamengo para o julgamento em São Paulo, saiu satisfeito com a decisão. “O adiamento foi o mais justo neste caso. O Flamengo tem seis jogadores denunciados e trazê-los ao julgamento prejudicaria o clube na melhor das hipóteses. Com muita testemunhas para ouvir, esse julgamento acabaria tarde nesta sexta e os atletas, caso absolvidos, viajariam sábado para chegarem tarde a Anápolis, poucas horas antes do jogo que acontece no domingo. Voltaremos para o julgamento em outra data, para que o caso seja julgado da melhor forma”.
O advogado Bruno Minioli, do Brasília, também gostou do adiamento do processo. “O adiamento para nós foi favorável, porque a gente vai conseguir ter mais acesso ao processo. E também será importante para que se tire o calor do caso. O melhor é deixar a poeira baixar para que possamos analisar sem emoções. Com certeza a comissão vai poder decidir o caso com a razão”.
Entenda o caso:
No último domingo, dia 30 de maio, no terceiro duelo entre Flamengo e Brasília, após o apito final, a torcida brasiliense invadiu a quadra para comemorar com os seus jogadores. No entanto, alguns membros da torcida tomaram atitudes violentas e discutiram com jogadores do Rubro-negro, chegando a acertar uma latinha de cerveja na cabeça do pivô Wagner. Além do jogador, um torcedor do Brasília também pôde ser visto machucado. A Procuradoria do STJD do basquete, em parceria com a da liga, fizeram a denúncia com base no relato do árbitro e através de imagens.
Os jogadores do Flamengo foram denunciados por atitude antidesportiva – artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) –, a exceção de Jefferson, que responderá por agressão física – artigo 254-A. Hélio, Dedé, Wagner também foram enquadrados por agressão, além da atitude antidesportiva. O artigo 258 prevê a suspensão de uma a seis partidas, enquanto que a agressão a torcedores pode suspender os flamenguistas em até 12 jogos. Como não cumpriram a suspensão automática, pois não foram expulsos, a pena mínima já o tiram do jogo 5.
O Universo/Brasília tem a situação mais complexa. O clube, que já teve o ginásio Nilson Nelson interditado pelo STJD, agora pode pegar uma multa pesada. O time brasiliense responderá por descumprimento de regulamento e pela não prevenção de desordem. A Procuradoria denunciou o Brasília por não ter o número adequado de policiais no ginásio, de acordo com o regulamento, pelo ginásio não ter apresentado infraestrutura e segurança necessárias para o evento, além de incluir a invasão dos torcedores e o fato de objetos terem sido atirados por eles.
O clube responderá aos seguintes artigos: o inciso III do artigo 191 (deixar de cumprir de regulamento, geral ou especial, de competição), 211 (deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infra-estrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização) e incisos I, II e III do 213 (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto, invasão do local da disputa do evento desportivo e lançamento de objetos no local da disputa do evento desportivo).
Somadas todas as penas máximas, o clube pode ser multado em até R$ 500 mil e ainda perder mandos de quadra, uma vez que os procuradores utilizaram o parágrafo primeiro do artigo 213, que prevê esta punição em caso de elevada gravidade.
Fontes de dados STJD
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