Técnicos semifinalistas do NBB analisam seus adversários

Desde o momento em que Universo/BRB/Financeira Brasília, Flamengo, Vivo/Franca e Pitágoras/Minas se classificaram para as semifinais do NBB, os respectivos técnicos das equipes já começaram a se preocupar com o próximo adversário. Nos playoffs, o Universo enfrenta o Minas e o Flamengo joga contra o Franca, confrontos que marcam a disputa entre os quatro primeiros colocados da fase de classificação do campeonato, que é organizado pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a Rede Globo e patrocínio da Eletrobras, Caixa e Spalding.

O técnico do Universo, Lula Ferreira, reconhece a qualidade do adversário na semifinal. No último confronto contra o Minas, em casa, a equipe perdeu por 96 a 77. “O Minas é um time muito bem estruturado. De umas três temporadas para cá, eles vêm com um mesmo formato e só trocaram algumas peças. O Sucatzky é quem comanda o time. Eles têm o Jeffries como referência no ataque. E dois ótimos pivôs, o Murilo e Drudi, que são de nível de Seleção Brasileira”, disse o treinador.
Lula acredita que um dos pontos fortes do Minas é o controle do jogo feito pelo armador argentino, Facundo Sucatzky, líder em assistências no NBB, com média de 8,9 por partida. “No basquete, você não impede ninguém de fazer as coisas, você consegue dificultar. O Sucatzky controla as ações do time e, é claro, que se o caminho dele tiver dificuldades podemos atrapalhar um pouco o ataque do Minas”, comentou.
Atrapalhar o ataque também é o objetivo do técnico do Minas, Flávio Davis. O treinador sabe que o oponente possui grandes jogadores no elenco e que podem fazer a diferença nesse momento decisivo. “É uma equipe completa, montada para chegar ao título. Possuem um grande técnico e jogadores para todas as posições com qualidades tanto no ataque quanto na defesa. Demonstraram isso durante todo o campeonato. Temos que marcar o Universo como um todo. Não é só um jogador que faz a diferença. Se você consegue parar um, sempre tem outro que vai chamar o jogo e vai se destacar”, disse Davis. “O forte deles é o jogo baseado no contra-ataque. Por isso, temos que render nosso máximo, sempre com um ataque equilibrado para tentar minimizar os erros”, completou.
Na outra semifinal, entre Flamengo e Franca, o sistema defensivo também é uma preocupação das equipes. O técnico do time carioca, Paulo Chupeta, respeita o histórico que a equipe francana tem no basquete brasileiro. “Para falar de Franca você tem que tomar muito cuidado porque lá é a maior escola de basquete do Brasil. Para jogar contra eles você tem que ter muita paciência, porque eles sempre têm times muito consistentes e que jogam num sistema e numa filosofia há muito tempo”, disse o treinador.
Nesta temporada, o Franca possui um elenco que mescla experiência com alguns jovens atletas. No entanto, Paulo Chupeta acredita que em situações importantes como nos playoffs, três jogadores devem assumir essa responsabilidade. “Temos que tomar cuidado com o tripé: Helinho, Rogério e Márcio. Eles são a espinha dorsal do time, conhecem o sistema de jogo implantado pelo Hélio de longa data e são os jogadores que decidem nos momentos finais”, afirmou.
No Flamengo, o jogador mais visado nos momentos decisivos é o cestinha do NBB, o ala Marcelinho. O técnico do Franca, Hélio Rubens, tem conhecimento disso. “O Marcelinho tem muita visão de jogo e sabe decidir as jogadas individualmente. Ele merece atenção da defesa”, disse. Porém, isso não quer dizer que o time de Franca vai focar seu sistema defensivo na marcação do ala carioca. A equipe atua numa maneira de defender em que todos os oponentes que estão em quadra devem ser marcados. “Nosso sistema defensivo sempre visa dificultar as ações do adversário. Nunca damos prioridade a um jogador específico. Todos são importantes, todos arremessam. A gente não “paga” para ninguém, como se diz hoje. Todos têm que ser marcados com atenção, pois eu não vejo um jogador que podemos dar o luxo de deixar livre”.

Créditos: www.basketbrasil.com.br

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