SAIU NO CORREIO BRASILIENSE DESTA QUINTA FEIRA
BASQUETE
Barraco às vésperas da final
Com histórico marcado por confusões, o pivô Mineiro perde a cabeça mais uma vez, discute com jogadores, com o técnico Lula Ferreira e com o diretor Jorge Bastos e é demitido em plena quadra
Luiz Roberto Magalhães
O pivô Mineiro protagonizou cenas de descontrole emocional durante o treino do Universo, a pouco mais de 48 horas do segundo duelo do time com o Flamengo, pelo playoff decisivo do Novo Basquete Brasil (NBB). As duas equipes se enfrentam amanhã, às 21h, no Ginásio Nilson Nelson, e voltam a jogar no domingo, ao meio-dia, no mesmo local.
O Universo realizou, à tarde, o primeiro treino no Nilson Nelson, que exibe um belíssimo piso de madeira especial, vindo diretamente de São Paulo para a decisão do NBB. Com os nervos exaltados pela responsabilidade de ter que vencer a todo custo os dois jogos na capital para não se complicar de vez na disputa do título, o clima, aos poucos, foi esquentando em quadra. A cada erro de posicionamento ou jogada, o ala e capitão Alex reclamava. E a situação fez com que Mineiro, gradualmente, fosse perdendo o controle.
Primeiro, ele bicou a bola para as arquibancadas. O técnico Lula Ferreiro, insatisfeito, chegou a gritar pedindo mais calma e empenho para que o treino pudesse seguir como ele queria. Pouco depois, Mineiro arremessou a bola para fora da quadra e ela, por pouco, não atingiu Matheus, filho do armador Valtinho, de 11 meses, que brincava fora da quadra. Alex chamou a atenção do pivô e o treino seguiu para seu clímax.
Na jogada seguinte, após uma disputa no garrafão, Mineiro e Alex bateram boca. “Aqui todo mundo é machão”, disparou. “Lá no Rio todo mundo apanhou calado”, gritou o pivô. Lula, então, fez o que tinha que fazer. Soprou seu apito e sentenciou: “Mineiro, você está fora. Brasília, vem treinar”, disse, referindo-se ao outro pivô que estava no banco. O sangue de Mineiro ferveu. Inconformado, ele partiu para cima de Lula para tirar satisfações, enquanto o também pivô Estevam tentava conter o gigante de 2,13m.
“Você já me f. na semifinal e vai me f. de novo”, gritava o pivô para o técnico, referindo-se ao fato de ter ficado no banco no playoff contra o Minas. Tudo o que Lula fazia era tentar se afastar e repetir que não iria conversar com ele naquelas circunstâncias. Mas Mineiro simplesmente não ia embora. Foi então que a confusão entrou em seu segundo estágio, quando Jorge Bastos, diretor do Universo, foi obrigado a intervir.
(...)
Guilherme não teme desfalque
O técnico Lula Ferreira declarou que não iria comentar o ocorrido. “Não vou falar do Mineiro. Vou falar da final com o Flamengo. Eu o substituí e ele se irritou. Vou focar nos jogadores que estão preocupados com o negócio.”
Para o ala/pivô Guilherme Giovannoni, o Universo tem condições de superar o desfalque de Mineiro nas próximas partidas. “É uma semana tensa. A gente sabe que o Mineiro já teve outros problemas. Não foi a primeira vez, mas não cabe a mim julgar. É um problema que o Jorge e o Lula têm que resolver.”
Indagado se o pivô de 2,13m seria uma grande perda para a equipe, Guilherme foi sincero: “É um desfalque de um cara de 2,13m para o bem e para o mal. Temos o Brasília, o Cipriano… Para nós, é como se tivéssemos com um cara machucado. É assim que vamos encarar”.
Demissão sumária
Jorge Bastos tirou Mineiro de quadra e os dois passaram a discutir agressivamente na lateral. “Vai embora”, gritava Bastos. “Você não vai atrapalhar mais o time. Vamos ser campeões, apesar de você. Sua chance acabou. Pode ir embora”, continuou o dirigente.
Mineiro, cada vez mais alterado, revidou. “Larga de ser duas caras. Você é um cara-dura. Você sabe quem é o câncer deste time. Não sou eu. Você fez uma reunião e disse que ele é o problema”, gritou, apontando para Lula. Pouco depois, a ira voltou-se para os companheiros. “Bando de afinados. Vão perder essa p. do campeonato”. Por último, virou-se para a reportagem do Super Esportes e disparou: “Todo mundo faz o que quer nesse time. Coloca aí, em vez de dizer que eu sou o louco. Esse time não tem comando”.
Apesar de toda a confusão, Mineiro não foi embora. E o treino prosseguiu pouco depois do tumulto, com o pivô assistindo a tudo sentado atrás do banco dos jogadores. Ao fim, Jorge Bastos lamentou. “Nós fizemos o que podíamos pelo Mineiro. Demos até tratamento psicológico para ver se ele aprendia a se controlar. Mas isso foi a gota d’água. Não posso assistir a uma coisa dessas parado.”
Créditos: http://www.draftbrasil.net/forum/viewtopic.php?f=14&t=27624&start=45
Barraco às vésperas da final
Com histórico marcado por confusões, o pivô Mineiro perde a cabeça mais uma vez, discute com jogadores, com o técnico Lula Ferreira e com o diretor Jorge Bastos e é demitido em plena quadra
Luiz Roberto Magalhães
O pivô Mineiro protagonizou cenas de descontrole emocional durante o treino do Universo, a pouco mais de 48 horas do segundo duelo do time com o Flamengo, pelo playoff decisivo do Novo Basquete Brasil (NBB). As duas equipes se enfrentam amanhã, às 21h, no Ginásio Nilson Nelson, e voltam a jogar no domingo, ao meio-dia, no mesmo local.
O Universo realizou, à tarde, o primeiro treino no Nilson Nelson, que exibe um belíssimo piso de madeira especial, vindo diretamente de São Paulo para a decisão do NBB. Com os nervos exaltados pela responsabilidade de ter que vencer a todo custo os dois jogos na capital para não se complicar de vez na disputa do título, o clima, aos poucos, foi esquentando em quadra. A cada erro de posicionamento ou jogada, o ala e capitão Alex reclamava. E a situação fez com que Mineiro, gradualmente, fosse perdendo o controle.
Primeiro, ele bicou a bola para as arquibancadas. O técnico Lula Ferreiro, insatisfeito, chegou a gritar pedindo mais calma e empenho para que o treino pudesse seguir como ele queria. Pouco depois, Mineiro arremessou a bola para fora da quadra e ela, por pouco, não atingiu Matheus, filho do armador Valtinho, de 11 meses, que brincava fora da quadra. Alex chamou a atenção do pivô e o treino seguiu para seu clímax.
Na jogada seguinte, após uma disputa no garrafão, Mineiro e Alex bateram boca. “Aqui todo mundo é machão”, disparou. “Lá no Rio todo mundo apanhou calado”, gritou o pivô. Lula, então, fez o que tinha que fazer. Soprou seu apito e sentenciou: “Mineiro, você está fora. Brasília, vem treinar”, disse, referindo-se ao outro pivô que estava no banco. O sangue de Mineiro ferveu. Inconformado, ele partiu para cima de Lula para tirar satisfações, enquanto o também pivô Estevam tentava conter o gigante de 2,13m.
“Você já me f. na semifinal e vai me f. de novo”, gritava o pivô para o técnico, referindo-se ao fato de ter ficado no banco no playoff contra o Minas. Tudo o que Lula fazia era tentar se afastar e repetir que não iria conversar com ele naquelas circunstâncias. Mas Mineiro simplesmente não ia embora. Foi então que a confusão entrou em seu segundo estágio, quando Jorge Bastos, diretor do Universo, foi obrigado a intervir.
(...)
Guilherme não teme desfalque
O técnico Lula Ferreira declarou que não iria comentar o ocorrido. “Não vou falar do Mineiro. Vou falar da final com o Flamengo. Eu o substituí e ele se irritou. Vou focar nos jogadores que estão preocupados com o negócio.”
Para o ala/pivô Guilherme Giovannoni, o Universo tem condições de superar o desfalque de Mineiro nas próximas partidas. “É uma semana tensa. A gente sabe que o Mineiro já teve outros problemas. Não foi a primeira vez, mas não cabe a mim julgar. É um problema que o Jorge e o Lula têm que resolver.”
Indagado se o pivô de 2,13m seria uma grande perda para a equipe, Guilherme foi sincero: “É um desfalque de um cara de 2,13m para o bem e para o mal. Temos o Brasília, o Cipriano… Para nós, é como se tivéssemos com um cara machucado. É assim que vamos encarar”.
Demissão sumária
Jorge Bastos tirou Mineiro de quadra e os dois passaram a discutir agressivamente na lateral. “Vai embora”, gritava Bastos. “Você não vai atrapalhar mais o time. Vamos ser campeões, apesar de você. Sua chance acabou. Pode ir embora”, continuou o dirigente.
Mineiro, cada vez mais alterado, revidou. “Larga de ser duas caras. Você é um cara-dura. Você sabe quem é o câncer deste time. Não sou eu. Você fez uma reunião e disse que ele é o problema”, gritou, apontando para Lula. Pouco depois, a ira voltou-se para os companheiros. “Bando de afinados. Vão perder essa p. do campeonato”. Por último, virou-se para a reportagem do Super Esportes e disparou: “Todo mundo faz o que quer nesse time. Coloca aí, em vez de dizer que eu sou o louco. Esse time não tem comando”.
Apesar de toda a confusão, Mineiro não foi embora. E o treino prosseguiu pouco depois do tumulto, com o pivô assistindo a tudo sentado atrás do banco dos jogadores. Ao fim, Jorge Bastos lamentou. “Nós fizemos o que podíamos pelo Mineiro. Demos até tratamento psicológico para ver se ele aprendia a se controlar. Mas isso foi a gota d’água. Não posso assistir a uma coisa dessas parado.”
Créditos: http://www.draftbrasil.net/forum/viewtopic.php?f=14&t=27624&start=45
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